SEP - Método de Trabalho



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Métodos de trabalho

Métodos de trabalho

A grande necessidade de evitar os indesejáveis desligamentos das redes elétricas para execução de serviços de manutenção exigiu o desenvolvimento de técnicas  seguras, que possibilitam o fornecimento ininterrupto de energia, sem causar prejuízos às empresas de geração, transmissão e distribuição de energia, prejuízos não só financeiros, mas também da imagem destas empresas perante seus consumidores. 

O sistema elétrico dispõe hoje de três métodos de trabalho em linha viva, os quais poderão ser aplicados em diversas classes de tensão, desde que as equipes de eletricistas estejam devidamente treinados e disponham das ferramentas e dos equipamentos de proteção individual (EPI) e coletivos (EPC) adequados.

1º MÉTODO – Trabalho à Distância.

Neste que foi o primeiro método desenvolvido, o eletricista executa as operações com auxílio de ferramentas montadas na extremidade dos bastões isolantes. Com esse método é possível trabalhar em todas as classes de tensão.

Em tensões até 69kV, onde as distâncias entre fases são menores, os condutores são afastados de sua posição normal por meio de bastões suportes, moitões, etc.

Todo conjunto de equipamento é projetado para facilitar os movimentos dos eletricistas, no alto dos postes ou estruturas, com total segurança, tanto na manobra das articulações para afastamento dos condutores, bem como nas manipulações das cadeias de isoladores.

Neste método o eletricista deve observar rigorosamente a distância de trabalho, ou seja, a sua distância com o condutor energizado.

Distâncias mínimas para trabalho em Linha Viva:

  • 13,8kV - 0,64 m
  • 34,5kV - 0,72 m
  • 69 kV - 0,90 m
  • 138kV - 1,09 m
  • 230kV - 1,59 m
  • 345kV - 2,59 m
  • 500kV - 3,42 m

2º Método - Trabalho ao Contato.

Este método consiste em proteger o eletricista com luvas e mangas isolantes, sendo que com o auxílio de uma plataforma, andaime ou veículo equipado com cesta aérea, ele executa os serviços diretamente com as mãos.

3º Método - Trabalho ao Potencial (Barehand).

Este método tem por finalidade permitir maiores recursos na manutenção, principalmente em linhas de extra-alta tensão, acima de 345kV, onde as distâncias de trabalho são superiores a 3 metros, bem como subestações a partir de 69kV.

O trabalho ao potencial baseia-se no princípio da GAIOLA DE FARADAY e consiste no contato direto do eletricista com o condutor energizado, em tensões até 800kV. Para se proteger contra os efeitos do campo elétrico da instalação, o eletricista usa uma vestimenta condutiva fabricada em tecido especial, que veste todo o seu corpo, deixando apenas parte da face descoberta. Quando próximo do condutor energizado, o eletricista conecta esta vestimenta ao condutor, quando então estará no mesmo potencial da linha.

Antes da utilização da escada, cadeira isolada, andaime ou cesta aérea, que permitem o acesso ao potencial, efetuam-se testes elétricos nas mesmas, através do MICROTESTER, para assegurar-se de que seu isolamento está dentro dos limites de segurança.

Estes testes são efetuados no campo, utilizando-se a própria linha como fonte de tensão, onde se faz um contato efetivo da extremidade superior do equipamento de acesso potencial.

O microamperímetro (MICRO-TESTER) é instalado entre a extremidade inferior do equipamento e o ponto de terra, para a medição da corrente de fuga, que deverá permanecer dentro dos limites estabelecidos por norma.