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Ruído na Construção Civil

A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO DE RUÍDO PARA O HOMEM DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Com o crescimento acelerado da tecnologia nos canteiros de obras, junto com as vantagens dela decorrente, aparecem também vários efeitos nocivos à qualidade de vida, à segurança individual e coletiva. Surgem também, doenças e incômodos que influenciam as atividades e os locais de trabalho.

Um desses fatores gerado pela tecnologia é o ruído o qual tem importância não só porque está presente na quase totalidade das atividades humanas, mas pelos danos que imputa ao homem da construção. Com efeito, são muitos os problemas decorrentes do ruído, que vão desde a dificuldade na comunicação, o stress, a falta de concentração no trabalho até as desordens físicas, dificuldades mentais e emocionais, mas principalmente a surdez progressiva.

Influenciam nas perdas auditiva fatores ligados ao indivíduo, ao meio ambiente e ao próprio agente (ruído). Dentre as características do agente, destacam-se a intensidade, o tipo (contínuo, intermitente, ou de impacto), a duração (tempo de exposição) e a qualidade (frequência dos sons que compõem o ruído em análise).

Ligado ao indivíduo, destaca-se a suscetibilidade individual pela qual explica-se o fato de que algumas pessoas possuem maior facilidade em adquirir a surdez, quando expostas às mesmas condições ambientais.

Na geração e transformação de matéria prima em bens de consumo, as empresas, hoje, são verdadeiros depósitos de surdos nos seus mais variados graus.

Na construção civil, mesmo nos países em desenvolvimento, o uso de máquinas cada vez mais velozes, tem tornado as tarefas dos trabalhadores deste ramo industrial mais ruidosas, e em consequência, gerado perdas auditivas e outros efeitos em um número, cada vez maior de trabalhadores. Esses danos não são, atualmente, convenientemente avaliados pelas empresas havendo causas econômicas, sociais e técnicas que dificultam atingir este objetivo.

Para garantir que o ambiente de trabalho seja adequado, os higienistas do trabalho consideram que o ruído é um agente físico indesejável, com limites de tolerância determinados pela norma regulamentadora do Ministério do Trabalho, NR-15.

A FUNDACENTRO (2001) publicou a norma NHO 01 – Avaliação da Exposição Ocupacional ao Ruído - em substituição a antigas normas (NHT-06 R/E – 1985; NHT-07 – 1985; NHT-09 R/E – 1986), onde as principais modificações e avanços são: o Trata tanto da avaliação da exposição ocupacional ao ruído contínuo ou intermitente, quanto da avaliação ao ruído de impacto; o Introduz o conceito de nível de exposição como um dos critérios para a qualificação e caracterização da exposição ao ruído e o conceito de nível de exposição normalizado para interpretação dos resultados; o Adota o valor “3” como incremento de duplicação de dose (q = 3 dB); o Considera a possibilidade de utilização de medidores integrados e de medidores de leituras instantâneas.

Dentre as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) relacionadas ao ruído, destacam a NBR 10151:2000 – Avaliação do Ruído em Áreas Habitadas Visando Conforto da Comunidade – e a NBR 10152:1987 – Avaliação do Ruído Ambiente em Recintos de Edificação Visando o Conforto dos Usuários, atualmente em revisão.

A NBR 10151:2000 fixa as condições exigíveis para a aceitabilidade do ruído em comunidade e especifica um método para a medição, assim como as correções nos níveis medidos.

A NBR 10152:1987 fixa os níveis de ruídos em dB(A) compatíveis com o conforto acústico em ambientes diversos bem como apresenta um método para avaliação espectral do ruído através das curvas NR (Noise Rating) ou NC (NoiseCriteria).

FONTE: Diversas 

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